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O Poder das Metáforas PDF Imprimir E-mail


Não deixe que lhe tirem até o seu cachorro quente

Um homem vivia na beira da estrada e vendia cachorros-quentes.
Não tinha rádio e, por deficiência visual, não podia lêr jornais, mas, em
compensação vendia bons cachorros-quentes.
Colocou um cartaz na beira da estrada, anunciando a mercadoria,
e ficou ali, gritando quando alguém passava:

- Olha o cachorro-quente especial!!

E as pessoas compravam. Com isso, aumentou os pedidos de pão e
salsichas, e acabou construindo uma boa mercearia.
Então, mandou buscar o filho, que estava na Universidade,
para ajudar a tocar o negócio. E alguma coisa aconteceu.
O filho veio e disse:

- Papai, o senhor não tem ouvido rádio? Não tem lido jornais? Há uma
crise muito séria, e a situação internacional é perigosíssima!

Diante disso o pai pensou:

- Meu filho estudou na Universidade! Ouve rádio e lê jornais, portanto,
deve saber o que está dizendo!

E então reduziu os pedidos de pão e salsichas, tirou o cartaz da beira da
estrada, e não ficou por ali, apregoando os seus cachorros-quentes.
As vendas caíram do dia para a noite, e ele disse ao filho convencido:

- Você tinha razão, meu filho, a crise é muito séria!

Texto original de um anúncio da Quaker State Metal Co. 1958.





A janela


Em um hospital haviam dois idosos que ocupavam o mesmo quarto e nenhum
dos dois podia se locomover.
Nesse quarto havia um beliche. Havia também só uma campainha, que ficava
ao alcance do paciente que ocupava a parte de baixo do beliche. Quando o
senhor de cima precisava pedia ao de baixo, que apertasse a campainha. O
idoso de baixo apertava a campanhia e sempre perguntava para o companheiro
de cima, o que ele via pela janela.
Todas as manhãs ele perguntava:

- Como está o dia hoje?
- Está lindo, o sol brilha, os passáros pulam nos galhos das árvores, as flores desabrocham.

À tardinha:

- E agora o que você vê?
- Vejo passáros procurando se aninhar nas árvores, vejo o entardecer, o céu escurecendo...

Mais à noite:

- E agora, amigo, o que está vendo?
- As estrelas brilhando no céu...

E assim foi, durante um bom tempo. Um belo dia, o amigo de baixo pergunta:

- Como está a nossa manhã?
- Não sei, não abri a janela, não estou bem. Por favor toque a campainha.
- Abra a janela quero saber se chove ou faz sol, como está o dia.
- Por favor, toque a campainha, não estou me sentindo bem e não vou abrir a janela, pois
nem tenho forças para isso.

O de baixo:

- Se você não abrir a janela, também não vou tocar a campainha.

E ai ficou so silêncio... Depois de alguns minutos sem mais nada ouvir tocou a
campainha e quando o enfermeiro chegou, disse que estava estranhando, pois não
ouvia mais nenhum ruído na parte de cima. O enfermeiro disse:

- Ele morreu, o senhor agora ira receber um novo companheiro.

Respondeu o ancião:

- Bom eu já estou aqui a mais tempo, portanto tenho direitos adquiridos. Quero passar
para o beliche de cima.

E pensou, agora eu vou abrir a janela todos os dias.

O enfermeiro concordou e o transferiu para cima. Quando lá em cima, levou um choque.
Não havia janela alguma. O outro via o mundo pela janela do seu coração.