| O Poder das Metáforas |
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Os três filtros Pai e filho, na tentativa de purificar a água que utilizavam em casa, resolveram limpar o filtro que estava na cozinha. Enquanto limpava, passou a explicar ao filho a importância de filtrar a água antes de bebê-la. Terminada a limpeza, fizeram o teste e o pai comentou:
- Veja como a água está limpa! Todas as impurezas ficam nos filtros. O sujo que consegue passar por um, fica no outro e o resultado final é maravilhoso! A mãe, ouvindo o comentário do esposo, aproveitou a oportunidade e disse: - Há, também, três filtros que podemos construir dentro de nós, e são aquilo que de mais precioso alguém pode ter, ao pensar que está ajudando ou prejudicando alguém. E não precisa ser de carvão. São os filtros da VERDADE, da BONDADE e da UTILIDADE. Assim como você, meu filho, viu o resultado do uso do filtro de carvão, um dia vou lhe mostrar o que acontece quando utilizamos esses outros filtros que carregamos dentro de nós. Passado algum tempo, o menino voltou da escola e veio comentar com a mãe um fato, num tom sensacionalista: - Mãe, o que disseram da famÃlia do Nelsinho?! - Bem, meu filho, chegou a hora de usar os três filtros internos de que lhe falei naquele dia. Comecemos como o filtro da VERDADE: você tem certeza de que o que vai me contar é verdade? - Bem... não sei não... só estou repetindo o que disseram... - Pois bem, vamos agora passar pelo filtro da BONDADE: se isso que estão falando fosse algo acerca da nossa famÃlia, você gostaria que fosse espalhado, contando? - Ah! Não! Se fosse com a nossa famÃlia, de jeito nenhum! - Finalmente, usemos o filtro da UTILIDADE: você acha útil e necessário passar essa notÃcia adiante? - Não, mamãe... agora compreendo os três filtros internos e procurarei lembrá-los sempre. O casal silêncioso Era uma vez um casal de namorado. Eles eram bastante populares entre seus amigos e eram identificados pelas suas duas caracterÃsticas bem marcantes - ele a pessoa mais persistente e ela, a mais teimosa.
Aproximaram-se e resolveram se casar. Após a cerimônia de casamento, ofereceram uma grande festa na própia casa onde iriam morar. Fim de festa e lá pelas tantas os convidados foram saindo, um a um. O jovem casal estava exausto. Começaram a tirar os sapatos, gravata, paletó, vestido... quando o marido observou que estavam realmente sozinhos, tudo aceso e o último convidado havia deixado a porta principal aberta. O marido falou para a esposa: - Querida, por favor, vá fechar a porta, pois o último convidado deixou-a aberta e está entrando uma corrente de ar frio. A esposa, igualmente cansada, respondeu: - Porque eu deveria ir?! Estou tão cansada quanto você. Além do mais a distância é a mesma... Vá você fechar a porta! - Ah! Então é assim que são as coisas? Bastou colocar o anel no dedo para você se transformar numa grande preguiçosa. Ela retruca e diz: - Mas, que atrevido você é! Não faz nenhum dia que estamos casados e você já está me xingando e dando ordens! Já estou quase me arrependendo da besteira que fiz, casando-me com você. Durante alguns intermináveis segundos, cada um ficou remoendo seus pensamentos, imaginando o pior do outro, até que a esposa teve uma idéia: - Nenhum de nós quer fechar a porta. Proponho, então um desafio: aquele que falar primeiro, a partir de agora, irá fecha-la. Assim o casal ficou sielencioso. Ele pensava: - Que mulher atrevida... Amanhã mesmo peço o divórcio! Como pude me enganar tanto! Ela pensava: - Graças a Deus descobri a tempo o tipo com quem me casei! Se eu me descuidasse, ele já começaria a mandar em mim. Por nada no mundo eu vou fechar a porta! Assim ficaram, de frente um para o outro, sem pronunciarem uma palavra, sequer. Nesse tempo, dois ladrões aproveitaram a porta aberta, entraram, pegaram tudo o que puderam e nenhum dos dois fizeram qualquer movimento para impedir. Até jóias que estavam neles foram tiradas e nenhuma palavra ou reação foi esboçada. Ela pensava: - Não é posspÃvel que ele não vai fazer nada para impedir. Não posso acreditar que ele vai ficar parado! Ele pensava: - Porque ela não grita, não pede socorro? Será possÃvel que vai ficar alheia, como se nada estivesse acontecendo?! Um dos vizinhos, percebendo movimentos estranhos, chamou a polÃcia e avisou do assalto. Quando chegou a viatura, os ladrões já haviam saÃdo. Os policiais entraram e um deles tentou interrogar o casal. Não obtendo resposta, começou a ficar irritado e gritou para o marido, dando-lhe uns solavancos. Ao ver a cena do marido na mão do policial, a mulher não se conteve e gritou: - Não se atreva! Ele é meu marido e nós é que fomos roubados. - Ganhei - gritou o marido. - Agora, vá fechar a porta! |




