Cursos

Atividades

O Poder das Metáforas PDF Imprimir E-mail

A cobra e o vaga-lume

Na floresta, todos os animais temiam a cobra. Quando ela passava, os bichos se esquivavam para não aborrecê-la.

Um certo dia apareceu por aquelas bandas, um vagalume que, alegremente, fazia a festa na floresta, com seu brilho. Os animais faziam questão de prestigiar as aparições noturnas do vaga-lume, pois, enquanto olhavam para ele, esqueciam as preocupações de sobrevivência do dia seguinte. Só a cobra não estava gostando daquilo.

Cada dia que passava, ela ficava mais irritada com o sucesso que o vaga-lume fazia entre os bichos e, por isso, resolveu que iria comê-lo. Arquitetou vários planos para pegar o vaga-lume e nada dava certo.

O vaga-lume, por sua vez, não entendia porque a cobra vivia querendo devorá-lo, pois, pequeno do jeito que era, nem ao menos servia como aperitivo.

Mas, num fatídigo dia, o vaga-lume fica frente a frente com a cobra, sem condições de escapar. Desesperado, antes de morrer, resolve indagá-la:

- Dona cobra, eu não lhe fiz mal algum. Não sirvo para alimento, pois sou bastante pequeno. Por que a senhora quer me comer?

A cobra olha fixamente para o vaga-lume e diz:

- É que eu odeio ver você brilhar!





A frigideira

Conta-se que um jovem, recém-casado, ficou curioso, ao perceber a forma com que a sua esposa colocava peixe na frigideira:
cortava a cabeça e o rabo, até quase o meio do peixe. Indagou-lhe o porquê daquilo, ao que ela respondeu;

- Mamãe sempre fez assim e eu aprendi com ela... naturalmente, deve ser a melhor maneira.

E assim, sempre que a esposa ia fritar peixe, procedia daquela forma. Afinal, quem era ele para contestar os dotes culinários da sogra?! Num domingo, estando eles na casa da mãe dela - e a sogra sabendo que o genro querido gostava de peixe frito -, resolveu preparar um peixão para ele. Foi aí que ele viu que ela não cortava tanto como sua esposa... que dissera ter aprendido com ela e, imediatamente, questionou, fazendo referência à forma de como a esposa fazia em casa:

- Por que a senhora faz assim?!

A sogra riu e lhe respondeu:

- Meu filho, eu sempre cortava o peixe daquela maneira porque, naquela época, a minha frigideira era pequena... só isso!