O Poder das Metáforas

O que é a metáfora?

Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra deriva do latim metaphòra (metáfora), por sua vez trazido do grego metaphorá ("mudança, transposição").

O prefixo met(a)- tem sentido de "no meio de, entre; atrás, em seguida, depois". O sufixo -fora (em grego phorá) designa 'ação de levar, de carregar à frente'.

Metáfora é o emprego da palavra, fora do seu sentido normal, ou seja, um sentido figurado. É uma figura de linguagem ( fonte: Wikipédia ).

Para que serve a metáfora?

Metáforas fazem parte da linguagem cotidiana, "doce como mel", "liso como quiabo", "o amor arde como fogo". Empresas utilizam metáforas como meio de propaganda e marketing; anúncios, símbolos, logotipos estão repletos de termos metafóricos.

Verdadeiramente o que fica gravado em nossa mente, não é o sentido literal das palavras e sim a linguagem figurativa utilizada no processo da comunicação.

O melhor talento

Deus, no momento em que terminou a criação, viu que precisava ter cuidado especial com o que de melhor havia criado: o homem. Pensou, refletiu e resolveu dar ao homem um talento muito especial, mas somente os que fossem suficientemente esforçados para encontra-lo, teriam o privilégio dos benefícios desse talento. Mas, onde esconder tal preciosidade?

Primeiro, Ele pensou:

- Vou esconder o talento do homem nas profundezas da Terra.

Depois, refletiu melhor e achou que nas profundezas do oceano estaria mais bem escondido. Continuou achando, que o oceano não era um bom lugar e repensou:

- Creio que, no espaço, em meio aos planetas e estrelas, estará bem guardado e será difícil de ser encontrado por qualquer um.

Mesmo assim, voltou a refletir e concluiu, finalmente:

- O homem é muito curioso. Fatalmente acabará criando aparelhos para explorar os mares, cavar a terra e investigar os céus. Acabará encontrando... Vou esconder o maior talento do homem num lugar muito especial: no interior dele própio. Será, com certeza, o último lugar em que ele buscará.

Os quatro animais

Os bichos da floresta estavam em polvorosa, pois estavam aparecendo, por aquelas bandas, terríveis caçadores, que matavam quem encontrassem pelo caminho.

Certo dia reunidos, à margem do lago, um pássaro, um peixe, um coelho e um pato, conversando sobre o que cada um poderia fazer, caso algum caçador aparecesse.

Dizia o pássaro:

- Ah, se aparecer algum caçador, eu saio voando como um foguete. Com toda a minha força e habilidade, não tem como ele me acertar, pois, ninguém consegue voar mais rápido que eu.

O peixe olhou para o pássaro e comentou:

- Quanto a mim, se esse tal caçador aparecer, eu mergulho no lago e nado como nunca. Com minha destreza e velocidade, ninguém nada melhor do que eu.

O coelho por sua vez ponderou:

- No meu caso, não tenho nem o que pensar. Corro o mais veloz que puder. Com toda a minha elasticidade e leveza, vocês acham que alguém me alcançará?

O pato, demonstrando um certo ar de superioridade, deu um passo à frente e declarou:

- Coitados de vocês, companheiros! Tão limitados! Se aparecer algum caçador, eu não terei problema algum, pois eu sei fazer tudo isso que vocês dizem que fazem: eu nado, corro e vôo. No momento certo, utilizo qualquer uma dessas habilidades.

De repente, surge um caçador e, mais que depressa, o pássaro voou, o coelho saiu em disparada e o peixe entrou no lago e nadou bem fundo. O pato, porém, foi apanhado. Literalmente, pagou o pato. Mesmo tendo todas as habilidades dos demais, não tinha desenvolvido nenhuma com excelência.

Almoços grátis

Era uma vez um rei, que vivia bastante inquieto e constantemente se questionando onde residia o verdadeiro sentido da vida. Convocou os sábios e súditos do seu reino e deu-lhes a seguinte missão:

- Pesquisem, estudem, leiam, escrevam, sintetizem, utilizem o tempo que for necessário, e tragam para mim qual o verdadeiro sentido da vida de um ser humano.

Sentindo o peso da responsabilidade que o rei lhes havia incubido, isolaram-se, durante vários anos e, finalmente, retornaram, levando-lhe vários livros. O rei sequer pegou nos livros e disse:

- Certamente o sentido da vida não pode ser assim tão complexo. Voltem e tragam algo mais simples, mais objetivo.

Desolados, eles saíram da presença do rei e, poucos meses depois, retornaram. Desta feita, trazendo apenas um livro. Mais uma vez, o rei disse que queria algo mais objetivo, direto.

Decepcionados, mais uma vez foram tentar cumprir a missão que o rei lhes havia designado. Uma semana depois, retornaram, todos felizes e entusiasmados, trazendo um pedaço de papel, que estava escrito o seguinte:

NÃO EXISTEM ALMOÇOS GRÁTIS

O rei disse:

- Finalmente, vocês acertaram! Parabéns.

Alface ou mangueira?

Numa pequena cidade do interior, morava uma senhora, viúva, mãe de um único filho. O rapaz tinha, aproximadamente dezessete anos de idade e trabalhava, junto com a mãe, numa pequena lavoura, que lhes proporcionava o sustento.

Chegou o dia da sua conclusão( atingida de forma sacrificada ) do segundo grau. Aproximou-se para a mãe e lhe falou da necessidade de ir embora daquele lugar, pois deveria continuar os seus estudos. A mãe recebeu a notícia como uma bomba: como ficar sem aquele filho? Quem iria ajuda-la na lavoura? Se ele fosse embora, além de ter que contratar outra pessoa, ainda teria que custear as despesas do filho na cidade grande. Tudo isso foi terrível para aquela senhora.

Em meio ao desespero, lembrou de um professor que morava, também, ali, e que havia sido mestre de toda uma geração daquela cidade. Correu a procurá-lo, na esperança de conseguir uma maneira que evitasse o seu filho de ir embora.

Chegando até à casa do professor, este ouviu, pacientemente, o seu conflito. Ao terminar de ouvi-la, levantou-se e convidou-a a acompanha-lo. Conduziu até os fundos de sua casa e ela viu, maravilhada, um grande sítio, ao longo de todo o terreno e, num canto, uma pequena horta.

O professor dirigiu-se até o canteiro de alface e arrancou um pé, dizendo-lhe:

- Está vendo este pé de alface? Tanto ele quanto estas mangueiras nascem de uma semente, um dia plantada por alguém. A alface cresce e nos fornece apenas uma refeição, e só. A mangueira, também cresce, vai ficando frondosa, floresce e vêm as mangas, os frutos... e, ano após ano, cada vez mais, vai produzindo. Diante disso, gostaria de lhe fazer a seguinte pergunta: a senhora gostaria que seu filho fosse alface ou mangueira? Retendo-o aqui, certamente ele irá se acomodar e ficar limitado, não passara do que ele é hoje. Permitindo que ele se vá, a senhora terá, no futuro, frutos, e agradecerá sempre a Deus pelo filho que Ele lhe deu.

Estrelas-do-mar

Um homem estava caminhando ao pôr-do-sol em uma praia deserta. À medida que caminhava, começou a avistar um outro homem, que vinha em sua direção, mas, ainda, um pouco distante.

Percebeu que ele se inclinava, apanhava algo e atirava ao mar. Fazia isso repetidamente. Intrigado, ele se aproximou ainda mais e percebeu que o que o homem lançava ao mar eram estrelas-do-mar, que haviam sido levadas para a praia. Uma a uma, ele arremessava as estrelas de volta ao mar.

Aproximou-se do homem, cumprimentou-o e questionou porque ele estava fazendo aquilo. O homem respondeu:

- Estou devolvendo estas estrelas-do-mar ao oceano. Com a maré baixa, elas ficarão impossibilitadas de sobreviver sem oxigênio.

O outro retrucou:

- Mas, deve haver muitas estrelas-do-mar nesta praia. Provavelmente, você não será capaz de apanhar todas elas. Será que o senhor nã vê que não fará diferença alguma?!

O Homem sorriu curvou-se na areia, mais uma vez, apanhou outra estrela-do-mar e jogou de volta às águas. Em seguida disse:

- Está vendo?! Fiz diferença para aquela.

O incêndio na floresta

Os animais da floresta estavam desesperados, pois um grande fogo estava vindo em sua direção, devorando tudo o que encontrava. Esperaram até o último momento, na expectativa de que alguém ou alguma coisa fizesse o fogo se apagar. Mas, o fogo estava longe de ser apagado. Resolveram, então, sair em disparada, pois corriam um grande risco de virarem churrasco de floresta.

Quando estavam debandando, perceberam um beija-flor, que vinha na direção oposta. O elefante, curioso, indagou:

- Espere aí, pra onde vai?! Não está vendo que estamos todos indo embora desse lugar? Está acontecendo um grande incêndio na floresta... volte, vamos conosco!

O pequeno beija-flor respondeu:

- Eu sei o que está acontecendo. Estou justamente indo pra lá e estou levando água no meu bico para ajudar a apagar o fogo.

Todos deram um sonora gargalhada e ironizaram:

- Como você vai apagar o incêndio? Com essa gotinha d'água?! Nem nós todos juntos conseguiremos, como você, sozinho, vai conseguir?

O beija-flor retrucou:

- Se eu vou conseguir ou não... eu não sei. O certo é que estou fazendo a minha parte.

O menino e o bombeiro

Um garoto de seis anos estava morrendo, vítima de leucemia. Sua mãe, consciente da gravidade da doença, resolvera fazer tudo para agradar ao filho. Estava ao lado dele em todos os momentos e queria muito que nada faltasse.

Certo dia pegou a mão do filho e como que ignorando o pouco tempo que lhe restava, perguntou:

- Filho, o que você gostaria de ser quando crescer? Você já imaginou ou sonhou o que faria da sua vida?

O garoto num lampejo de felicidade, respondeu:

- Mamãe eu gostaria muito de ser bombeiro!

Naquele mesmo dia a mãe foi até o Corpo de Bombeiros e encontrou um homem a quem ela explicou a situação do filho, assim como o seu desejo em ser bombeiro. Perguntou se seria possível dar uma volta no quarteirão com o menino, num carro de bombeiros. O homem com quem ela estava falando era exatamente o chefe dos bombeiros e que assim respondeu:

- Olhe, minha senhora, nós podemos fazer melhor! Se o seu filho estiver pronto as sete horas da manhã, faremos dele um bombeiro honorário por um dia. Ele ficará conosco no Corpo de Bombeiros, comerá conosco, sairá conosco em todas as chamdas de incêndio, enfim, acompanhará todo o nosso trabalho. Ah! Ainda podemos fazer mais: se a senhora nos der as medidas do garoto, conseguiremos um uniforme de bombeiro para ele - com chapéu, botas de borracha e luvas. Ele será um bombeiro mirim de verdade.

Assim aconteceu. O garoto saiu do hospital para o seu glorioso dia de bombeiro mirim e não cabia em si de contente. Acompanhou três chamadas de incêndio, andou em várias viaturas, na caminhonete dos paramédicos e até no carro do chefe dos bombeiros.

A alegria que aqueles bombeiros proporcionaram ao menino lhe acrescentou ainda três meses de vida, até que, numa noite, sua situação voltou a se agravar e todos os sinais vitais começaram a cair drasticamente.

A mãe lembrou do dia em que o filho realizou seu sonho de ser bombeiro e como havia sido bom pra ele. Telefonou para o chefe dos bombeiros e solicitou que enviassem um bombeiro uniformizado ao hospital para estar com o garoto nesses últimos momentos da sua vida.

O chefe dos bombeiros disse que atenderia o seu pedido e respondeu:

- Nós podemos fazer melhor que isso! Estaremos aí em poucos minutos. Por favor, avise a direção e às pessoas do hospital que quando vierem as luzes e a sirene tocando, não se tratará de um incêndio - será apenas o Corpo de Bombeiros que veio visitar um dos seus melhores membros. Ah! Por favor, abra as janelas do quarto.

Cinco minutos após, um caminhão com sirene guincho e escada chega ao hospital e vários bombeiros entram e entregam ao menino uma medalha e o uniforme de Bombeiro Honorário. O olhar do garoto vai em direção ao chefe dos bombeiros e pergunta:

- Chefe, sou mesmo um bombeiro, agora?

- Sim, filho... um dos melhores.

Ouvindo aquelas palavras, o menino sorriu pela última vez.

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